Pantanal TechMS 2026 leva inovação a Aquidauana com participação direta de Corumbá

Pantanal TechMS 2026 leva inovação a Aquidauana com participação direta de Corumbá

Terceira edição do evento reuniu mais de 100 expositores e discutiu turismo de pesca sustentável ligado à região de Corumbá.

Entre os dias 3 e 5 de julho, o campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul em Aquidauana recebeu a terceira edição do Pantanal TechMS, considerado o maior encontro de produção sustentável do bioma pantaneiro. O evento reúne ciência, tecnologia e setor produtivo em torno de um objetivo comum: mostrar caminhos que unam inovação e preservação ambiental. Para quem mora em Corumbá, a pergunta natural é como essa iniciativa se conecta à realidade local, já que a cidade também tem interesses diretos em temas como turismo de pesca e sustentabilidade do Pantanal. Esta reportagem detalha o que foi discutido no evento e por que ele interessa diretamente à população da região.

O que é o Pantanal TechMS e por que ele ganhou peso institucional

Criado pela UEMS em parceria com a Fundect e o Governo do Estado, o Pantanal TechMS nasceu com a proposta de transformar pesquisa acadêmica em soluções aplicáveis ao campo, unindo produção agropecuária de alta performance à preservação do bioma. Na edição deste ano, o evento reuniu mais de 100 expositores, entre empreendedores da economia criativa, empresas do setor pecuário e instituições parceiras, distribuídos em cerca de 80 hectares do campus universitário. A entrada foi aberta ao público, e a solenidade de abertura contou com a presença do governador Eduardo Riedel, que classificou o Pantanal como um bioma único, com sistema de produção e cultura próprios, cujo valor extrapola a dimensão econômica.

O crescimento do evento ao longo de três edições chama atenção. O que começou como uma iniciativa pouco conhecida hoje é tratado pelo governo estadual como patrimônio da sociedade sul-mato-grossense, incorporado ao calendário oficial de eventos de Mato Grosso do Sul. Essa consolidação reflete um movimento mais amplo de instituições públicas, universidades e iniciativa privada em torno da ideia de que o Pantanal precisa de tecnologia para se manter economicamente viável sem perder sua função ambiental. A presença de secretarias estaduais como Semadesc, Setesc e Fundect na organização reforça esse caráter multissetorial, que busca conectar pesquisa, política pública e mercado em um só espaço.

Quais tecnologias e investimentos foram apresentados na edição de 2026

Entre as novidades da edição de 2026 estiveram as chamadas Vitrines Tecnológicas, que somaram 27 espaços dedicados a demonstrações práticas de inovação aplicada à produção rural e à conservação ambiental. O evento também serviu de palco para acordos institucionais, incluindo a criação de uma comissão para implantação de curso de Letras em línguas indígenas Terena e Kaiowá-Guarani, cooperação para o desenvolvimento de um Centro de Excelência em Equideocultura e a assinatura de protocolo para pós-graduação voltada à Rota Bioceânica, corredor logístico que conecta o Brasil ao Pacífico passando pela região de Corumbá.

Além dos acordos, o Governo do Estado anunciou investimentos superiores a R$ 698 mil para o campus da UEMS em Aquidauana, destinados à Casa de Vegetação, voltada à pesquisa de produção sustentável, e a uma fábrica de ração para fortalecer o ensino e a inovação na unidade. Também foi lançado o terceiro Desafio de Inovação Pantanal TechMS, iniciativa que incentiva projetos ligados a biodiversidade, bioeconomia, agronegócio e turismo sustentável. Esses investimentos, somados aos recursos já aplicados nas edições anteriores do evento, mostram que o Pantanal TechMS deixou de ser apenas um espaço de debate para se tornar uma fonte concreta de recursos para pesquisa aplicada na região.

Qual a relação direta com Corumbá e o turismo de pesca

Embora sediado em Aquidauana, o Pantanal TechMS mantém conexão direta com Corumbá, especialmente por meio de discussões sobre turismo de pesca sustentável, tema que envolveu diretamente a Associação ACERTMS, entidade ligada ao setor turístico da cidade. A presença desse debate no evento reforça que a atividade pesqueira de Corumbá é tratada pelo Estado como parte estratégica do desenvolvimento tecnológico e econômico do Pantanal, e não como um tema isolado de interesse apenas municipal. Iniciativas como a Expedição Pantanal TechMS, que passa por municípios como Porto Murtinho, Corumbá, Coxim, Miranda e Aquidauana, ampliam essa integração ao levar pesquisadores para observar de perto a realidade produtiva de cada região.

Para o morador de Corumbá que acompanha de perto o turismo de pesca e a economia ligada ao Rio Paraguai, esses debates têm efeito prático de médio prazo, já que podem se transformar em políticas públicas, linhas de financiamento ou parcerias tecnológicas voltadas à região. O evento demonstra que decisões tomadas em Aquidauana durante o Pantanal TechMS não ficam restritas àquele município, elas influenciam diretamente a forma como o Estado enxerga o potencial turístico e ambiental de toda a bacia do Pantanal, incluindo Corumbá.

A realização da terceira edição do Pantanal TechMS confirma uma tendência de consolidação desse tipo de evento como espaço permanente de diálogo entre ciência, poder público e setor produtivo no Pantanal sul-mato-grossense. Para Corumbá, participar desse debate significa ter voz ativa em decisões que afetam diretamente o turismo de pesca e a preservação do Rio Paraguai, dois pilares da economia local. Nos próximos anos, a expectativa das instituições organizadoras é ampliar ainda mais a presença de municípios como Corumbá nas discussões, reforçando a ideia de que tecnologia e conservação ambiental podem caminhar juntas dentro do bioma.

Fontes:
Folha CG: Pantanal TechMS une preservação e desenvolvimento econômico
UEMS: Pantanal TechMS 2026, maior encontro de produção sustentável do Pantanal
Capital News: Pantanal TechMS reúne inovação e reforça protagonismo do Pantanal
Dourados News: maior encontro de produção sustentável do Pantanal será em julho

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