O outono em Mato Grosso do Sul (MS) tem início no dia 20 de março, trazendo consigo um cenário de temperaturas elevadas e chuvas abaixo do esperado. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec-MS), a nova estação será caracterizada por um tempo seco, que afetará principalmente as regiões do sudeste do estado e áreas do Pantanal. O fenômeno de estiagem será mais acentuado nestes locais, onde o volume de precipitações será muito inferior ao histórico de 30 anos, o que impacta diretamente na agricultura e nas atividades cotidianas da população local.
Este período de tempo seco, aliado a temperaturas mais altas, pode gerar desconforto em muitas cidades do estado, já que o outono, tradicionalmente, traz uma queda nas temperaturas com as primeiras frentes frias. Porém, em 2025, isso não deve ocorrer de imediato. As mínimas e máximas poderão superar os 20°C e 24°C registrados nos últimos 30 anos, com algumas regiões, como Coxim e Paranaíba, experimentando temperaturas superiores a 26°C. Com isso, o outono em MS será um pouco atípico, desafiando as previsões climáticas anteriores.
No sul do estado, onde normalmente o clima é mais frio, o cenário também será diferente. O outono, que deveria trazer temperaturas mais amenas, pode surpreender com máximas que ultrapassam os 20°C. Isso representa uma mudança significativa nas condições climáticas da região, que costumava ser mais fria nesta época do ano. A população das áreas mais afetadas pela elevação das temperaturas precisará se adaptar ao calor incomum para a estação, além de lidar com a escassez de chuvas.
A transição entre o verão e o outono será marcada por calor intenso. A previsão para os últimos dias do verão em MS indica temperaturas extremamente elevadas, com picos que podem alcançar os 36°C, como em Corumbá e Três Lagoas. A cidade de Campo Grande, por exemplo, pode registrar máximas de até 33°C, o que reflete a continuidade de um clima quente e abafado, um indicativo de que o outono começará com um calor mais intenso do que o esperado. Para algumas cidades, este fenômeno pode durar até os primeiros dias do outono.
Enquanto o calor continua predominante no início da nova estação, o estado pode registrar algumas pancadas de chuva, mas estas serão irregulares e mal distribuídas. Isso dificulta a previsão de acumulados totais de precipitação, que estarão abaixo da média histórica para o período. O impacto da falta de chuvas poderá ser mais forte nas áreas mais secas, que dependem da precipitação para a agricultura e a manutenção dos recursos hídricos.
O Pantanal, uma das regiões mais afetadas pela estiagem, também pode enfrentar uma diminuição significativa no volume de chuvas. O ecossistema local, já fragilizado, sofrerá com as condições climáticas adversas. A redução das chuvas pode agravar ainda mais a situação ambiental, além de comprometer o abastecimento de água e a fauna local, que depende diretamente das condições naturais para sua sobrevivência. As autoridades e especialistas estarão atentos ao comportamento do clima para tentar mitigar os efeitos da seca na região.
Com o tempo seco e as altas temperaturas previstas, a recomendação é que a população se prepare para enfrentar um outono diferente do habitual, com calor persistente e uma estiagem prolongada. Em diversas áreas do estado, como em Campo Grande e Dourados, a previsão de calor extremo pode ser um desafio para o bem-estar da população. A redução das chuvas também pode dificultar a adaptação dos agricultores, que precisarão de estratégias alternativas para garantir a produção durante o período de seca.
A estação do outono, que segue até 20 de junho, promete ser de calor intenso e escassez de chuvas, o que pode trazer desafios tanto para os moradores quanto para o meio ambiente de MS. A chegada do inverno, com temperaturas mais amenas, poderá aliviar as condições climáticas extremas, mas até lá, a população precisa se preparar para lidar com os efeitos do tempo seco, que serão sentidos em todo o estado. O outono em Mato Grosso do Sul será um período atípico, e a adaptação a essas condições será fundamental para garantir a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental na região.
Autor: Mibriam Inbarie
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital